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Talvez eu ti ligue um dia desses, pra dizer que estou com saudades das nossas conversas, ou que vi algo e lembrei de você, ou derrepente te diga que ainda te amo ou sei lá, apenas pra comentar como o dia tá lindo ou que a lua vista da minha barraca está mais radiante pois montei ela de frente para o mar.
Talvez eu te ligue...
Pra dizer que conheci novos lugares, novas pessoas, que vi o nascer do sol em outras companhias, ou te contar que levei outra pessoa ao meu lugar favorito.
Talvez eu te ligue apenas pra ouvir sua voz, ou pra imaginar sua cara de surpresa ao ver uma ligação minha ou só pra saber como você está.
Talvez...
#a.f.f.
gosto do modo que você sorri quando realiza uma conquista pessoal. me pareço com um suspeito num crime passional quando você afirma com os olhos que está presente aqui. eu posso sentir meu coração bater mais rápido e acho que é isso que compõe o fato de estar vivo.
amo o que você é. amo o que você faz. amo o que você me traz. amo o que nós somos.
e nós somos tudo aquilo que não deu certo no passado
mas que de alguma forma, está dando certo agora. não precisa ser sobre quanto tempo demorou.
você quer um café com leite?
quase entro em colapso quando abro a geladeira da sua casa e vejo uma caixa de leite semidesnatado, porque você sabe que é o único que consigo engolir. a última etapa do cubo se completa quando eu vejo que você me ama nos pequenos detalhes. aqueles bem pequenininhos. aqueles que ninguém vê. ninguém observa. ninguém consegue identificar. só você.
e hoje - mais do que nunca, posso afirmar
tudo o que há dentro de mim é seu.
psicoativos
“você me toca. eu estremeço. você sorri, eu derreto. nós nos beijamos. sua mão passa pelo meu corpo e me arrepio todo. amo cada efeito que você tem sobre mim. e você sabe disso. e brinca com isso. você me aperta. eu suspiro. me morde, eu fico louco. a gente sorri, porque sabemos que tudo isso só se encontra quem tem sorte. e a gente teve. você me ama. eu te amo.”
— joão pedro peixoto.
sou eterno
pois vou viver
dentro de você
mesmo quando
eu morrer
estarei em tudo
que te ensinei
em tudo que
te causei
nas memórias
boas e ruins
em tudo que você
carrega de mim.
the climb
pensando demais sobre os finais que me esperam, me vi paralisada sem saber como chegar lá. sussurros me diziam que jamais alcançaria lugar algum, outros diziam que todos já estavam lá e eu aqui. caminhar com paciência demanda tanto que por vezes me vi vazia de objetivos por medo de frustrações futuras, falhando em evitá-las. não desejar é frustração por si só.
andei sem caminhos, passos pequenos, sem olhar para frente e contemplar o que poderia ser o que esperava. talvez nada realmente me esperasse lá.
num momento em que todos os fins óbvios me foram tirados à força, sem aviso, tive de aprender a lidar com começos inseguros e com processos. subir degrau por degrau me parecia tão angustiante que me neguei a conhecer os comos, focando nos enfins.
mas e se a vida for mais que o lá em que quero chegar?
e se tiver mais entre os ontens e amanhãs?
me abracei ao hoje, às caminhadas, às subidas.
não é mais sobre o que pode estar lá me esperando chegar, tão pouco sobre os futuros improváveis que fantasiei sem me mover, mas sobre ir.
transitar pela existência colhendo a cada passo e me tornando mais o que gostaria de ser, sem perder de vista que o agora é o que tenho. sem perder de vista que a utopia é bela, mas não há bom futuro sem projeções realistas no presente.
aqui.
agora.
ao mesmo tempo.
demanda coragem viver de agoras que se transformarão em amanhãs incalculáveis e eu tenho. ainda bem.






